A Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais (APEDV) pertence ao grupo das associações designadas por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que não têm fins lucrativos. Como acontece com todas as associações legalizadas possui uns estatutos que constituem, por assim dizer, os seus alicerces normativos. Estes estatutos, enquadrados pelas leis gerais, marcam os limites e o âmbito da actuação da APEDV.

 Esta Instituição surgiu com o intuito de ajudar os deficientes visuais em tudo o que for necessário, possível e desejável. No seu artigo 2º, os Estatutos definem os objectivos, que são muito abrangentes. A saber:

 "Artigo 2º

 A APEDV tem por objectivos promover, principalmente no seio dos deficientes visuais, por todos os meios ao seu alcance e sempre que possível e conveniente em colaboração com outras entidades:

 a) A formação profissional e pré-profissional;

 b) A procura e criação de emprego;

 c) O apoio escolar;

 d) O fomento intelectual, cultural e desportivo;

 e) A prevenção da cegueira;

 g) O bem-estar global

Factualmente a Instituição não conseguiu estender o seu manto a todos estes objectivos. O campo está aberto. Os recursos e as oportunidades ainda não surgiram, para actuar em algumas áreas visadas. O futuro poderá encarregar-se disso.

Actualmente (2008), na sua sede, no Bairro do Condado, em Lisboa, na Av. João Paulo II - Lote 5.25, funciona a parte Administrativa, o Centro de Formação Profissional e o Centro de Apoio Ocupacional.

Possui um total de 27 funcionários (administrativos, docentes, pessoal não docente, incluindo um Director, um Psicólogo, uma Técnica de Serviço Social, uma Coordenadora Pedagógica e uma Coordenadora do CAO). Três excelentes e dedicados voluntários também marcam a sua presença com regularidade, na sede, dando a sua valiosa colaboração.

O Centro de Formação Profissional destina-se a proporcionar aos cidadãos deficientes visuais (cegos e amblíopes), provenientes dos mais diversos pontos do País e ocasionalmente do Ex-Ultramar, formação profissional nas áreas de: Telefonista/recepcionistas, Massagistas/Auxiliares de Fisioterapia, Cestaria e Madeiras. Cerca de 60 deficientes visuais frequentam diariamente os cursos. Os que são provenientes de fora da Grande Lisboa encontram-se alojados em pensões, lares ou casas particulares, porque a Instituição não possui lar residencial próprio. Estes cursos podem durar um, dois ou três anos. Geralmente o último ano, quando se trata do curso de dois ou três anos, é passado num posto de trabalho em regime de estágio fora da Instituição com a esperança de ele se traduzir em emprego o que, felizmente, muitas vezes acontece.

Pelas nossas contas, cerca de 98 pessoas que passaram pela APEDV, ao longo dos seus 28 anos de existência, encontram-se a trabalhar, libertando-se dos subsídios do Estado. Alguns destes trabalhadores conseguiram o emprego por iniciativa própria, outros beneficiaram de uma intervenção mais ou menos intensa da APEDV, na consecução do emprego.

O CAO (Centro de Apoio Ocupacional) da APEDV, tem actualmente um protocolo com o CDSSL para 15 utentes. Estes, além das afecções visuais têm outras limitações sensoriais, orgânicas ou mentais, facto que os torna inaptos para a preparação profissional. Este grupo de pessoas está circunscrito à região de Lisboa. O objectivo do Centro é de proporcionar um espaço adequado para a sua ocupação e formação para uma cada vez maior autonomia. A aprendizagem, com uma forte componente lúdica, faz parte da dinâmica do Centro.

A APEDV também presta, aos interessados, outro tipo de apoio, nomeadamente no encaminhamento, aconselhamento, cursos individualizados, empréstimo de equipamento ou dádiva (quando possível) etc.

O ingresso é feito mediante uma entrevista selectiva seguida do processo de admissão.

Os Cursos de Formação Profissional são apoiados com fundos conjuntos da União Europeia e do Estado Português. Os formandos recebem uma bolsa de formação, subsídio de alimentação, subsídio de transporte e, quando justificado, subsídio de alojamento.

O Centro de Apoio Ocupacional é apoiado pelo Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo. O financiamento, neste caso, acontece com toda a lisura e regularidade, justiça seja feita ao CRSSL.

A APEDV não possui fontes de rendimento próprio, todas as actividades desenvolvidas, para além da formação profissional e do CAO, só são possíveis devido à angariação de donativos quer de entidades particulares quer das oficiais. Possui, presentemente, um número de associados inferior a 200, sendo a quota mínima anual de 12 euros.

Em Julho de 2008, mais propriamente dia 24, a APEDV fez vinte e oito anos. O seu surgimento deve-se à iniciativa de Dr. Assis Milton Ovídio Rodrigues. Os primeiros tempos, no que respeita à parte administrativa, foram vividos em sua casa na Charneca do Lumiar. A parte laboral teve o seu berço nas instalações da CARITAS NACIONAL, também na Charneca do Lumiar. Tanto a parte administrativa como a laboral acabaram por transitar para Chelas, onde se encontram desde 1984. As actuais instalações são propriedade da Câmara Municipal de Lisboa. A APEDV paga uma renda simbólica mensal pelos cerca de mil metros quadrados de superfície que ocupa, distribuídos por quatro pisos.

Os cerca de vinte e oito anos de existência da APEDV devem-se à dedicação de muitos que fazem parte desta associação de alma e coração. Sem a sua adesão, solidariedade e empenhamento a Instituição não estaria de pé e muito menos a prestar algum serviço útil a quem precisa.

Singularidades

1 - De entre os cursos de formação profissional existentes no país a APEDV é a única que possui cursos para massagistas terapeutas deficientes visuais;

2 - É a única instituição no país que possui um centro de actividades ocupacionais (CAO), que actualmente dá atendimento a 15 pessoas portadoras de deficiências visuais, agravadas com outras anomalias.

 

Objectivos da APEDV:

Executar com dedicação e resolutamente os seus planos de reabilitação e Formação Profissional de molde a produzir, nos seus beneficiários, empregos, autonomia pessoal e social e bem-estar global.

Missão da APEDV:

O nível civilizacional dum País também pode ser medido através do estado em que se encontram os seus cidadãos deficientes. Quanto melhor for a situação escolar, económica, social, de emprego, etc., tanto maior será o nível geral panorâmico desse País. A APEDV, ao se esforçar em reabilitar e colocar as pessoas portadoras de deficiência visual no mercado de trabalho, transferindo estes cidadãos da situação de grande dependência dos familiares e amigos, da dependência de subsídios do Estado e Particulares, para a situação de auto-suficiência e pagadores de impostos, está nitidamente a ajudar, ainda que de um modo diminuto, o nosso País a elevar-se no seu Grau de Civilização. Esta vem assim a ser a sua grande Missão!

 

Para mais informações, os interessados deverão usar o número de telefone da rede de Lisboa: 21 831 07 60 ou o Fax: 21 831 07 69. Ou recorrer aos e-mails:

info@apedv.org.pt, geral;

carmindapereira@apedv.org.pt, ao cuidado de Dra. Carminda Pereira;

graca.hidalgo@apedv.org.pt, ao cuidado de Dra. Graça Hidalgo;

filomenacosta@apedv.org.pt, ao cuidado de Dra. Filomena Costa;

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