À semelhança da longevidade existente nas  palavras, o tempo torna-se  efémero.

Muitas são as pessoas que passam  pelas suas próprias vidas, sem que, no final, nada reste, nada fique, a não ser as palavras que escreveram ou disseram e, muitas vezes são verdadeiros monumentos.

 

Assim é a história de alguém que se afirmou como sendo um fidalgo Humilde”. Um homem que nos deixa um legado, em obra e em palavra, que ocupará para sempre a memória daqueles que, de uma forma ou de outra, foram tocados por si.  “Estrelas num céu escuro” que, certamente, serão pontos de referência  na busca de  caminhos que dignifiquem o esforço e empenhamento humano. “A APEDV é um corajoso exemplo deste esforço. Desenvolveu-se como aqueles tufos de flores silvestres que surgem na Primavera entre duas pedras de um muro, inventando sustento, sonhando espaço, mas sempre crescendo e aproximando-se em direcção ao que era a sua missão”.

É este espírito que nos fica, que nos mantém aceso o pavio da vontade, que traz a luz,  porque  a  APEDV “tem sido, em termos de inclusão um candeeiro aceso na vida de muitas pessoas cegas e deficientes visuais.

 

Quero fugir  contigo

Para um novo paraíso

Nova humanidade recomeçar

Ser eu um novo Adão

E tu, uma nova Eva.

(1982)

(27 de Agosto de 1942 - 20 de Março de  2006)

Nota: As frase entre aspas  foram retiradas do livro do Assis “ESTRELAS NO MEU CÉU ESCURO”

 

TRIBUTO A ASSIS MILTON...